21 outubro 2008

A distribuição de medicamentos em Angola (1)

Em 1992 existiam cerca de 15 farmacêuticos em Angola e agora no ano de 2008 são 114 farmacêuticos.

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População estimada em 16.500.000 habitantes. A taxa de crescimento médio da população é de 3,1%. A esperança de vida é de 46 anos. A taxa de mortalidade infantil de 150 por mil nascimentos vivos e a mortalidade infanto-juvenil de 250 óbitos por mil nascimentos vivos. A taxa de fecundidade é de 7,2 filhos por mulher.

Legislação farmacêutica: regulamento do Exercício Farmacêutico Lei. 36/92, existências das listas de medicamentos essenciais unicamente nos cuidados primários da saúde. A política nacional farmacêutica ainda não foi aprovada.

Distribuição de medicamentos no país foi centralizada no período de 1975 a 1991 e descentralizada de 1992 a 2005. A partir do ano de 2006, voltou a ser centralizada e foi criada a Unidade Logística da DNME. Atualmente existem 82 medicamentos na lista. O sistema de armazenamento é ainda insuficiente, o setor público conta com: um armazém central funcional em Luanda; um armazém regional Benguela e 18 armazéns (estruturas deficientes) provinciais em cada província.

Os medicamentos são adquiridos em sua maioria através do Orçamento Geral do Estado (cerca de 90%). A compra de medicamentos é centralizada e a recepção regionalizada em três portos (Luanda, Lobito e Namibe). O fornecimento gratuito de medicamentos e outros produtos farmacêuticos abrange todo o setor público e unidades sanitárias sem fins lucrativo com 100% do financiamento do Governo de Angola.

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Problemas do setor farmacêutico em Angola: falta de serviço de registo de medicamentos; falta de laboratório oficial de controle de qualidade de medicamentos; falta um sistema informatizado de gestão de medicamentos no setor público; insuficiência de espaço de armazenamento de medicamentos no setor público.

O que está sendo feito no setor farmacêutico: construção de 4 armazéns regionais de medicamentos e seus suportes logísticos; implementação de gestão informatizada de medicamentos e aumento do número de produtos a distribuir (de 134 atuais para 260 produtos)

A Saúde em Angola ainda é deficitária com alguns serviços de saúde públicos debilitados, e por vezes inexistentes em determinadas áreas do território nacional, apesar do gigantesco esforço de reconstrução nacional. Fora dos principiais centros urbanos, os serviços básicos de saúde são fornecidos pelo Estado Angolano, e também por Organizações não Governamentais (ONG) ou grupos religiosos.

Fronteiras terrestres e portos marítimos ainda não são totalmente controlados (responsabilidade das inspeções de saúde, alfândega e serviço de migração e estrangeiros), o resultado é a entrada de medicamentos de qualidade duvidosa e são vendidos em mercados informais, farmácias ilegais e na rua.

Repetindo: Em 1992 existiam cerca de 15 farmacêuticos em Angola e agora no ano de 2008 são 114 farmacêuticos

3 comentários:

Margarida Alves disse...

Gilberto, como conseguiu essas informações sobre Angola?
Tenho material p o comercio/consumo/perfil em Cabo Verde.
Te interessa?

Bom, nem sei pq te escrevo, vc nunca responde, não é mesmo??????

De qq maneira, se te interessar, entre em contato pelo facebook.


Estou no rio em dez.
Um abraço
Margarida Alves

Anônimo disse...

Viva,

Sabe indicar-me onde é possível encontrar toda a informação sobre a importação de medicamentos em Angola?

Obrigado

Anônimo disse...

distribuímos medicamentos e insumos em Angola
marvinexport@hotmail.com